Campinas
Cultura em Campinas

A cidade sempre teve uma posição distinta no Estado de São
Paulo, com grande produção e recursos culturais. Conta com
três teatros municipais, com a Orquestra sinfônica da cidade
(fundada em 1974, durante as festividades do bicentenário da cidade
e considerada uma das três melhores do país, ao lado da OSESP
e OSB), vários grupos de música erudita, corais, 43 salas
de cinema, dezenas de bibliotecas (uma delas municipal), galerias de arte,
museus etc. A vida cultural é variada e intensa, especialmente
na música popular.
No final do século XIX, o povo de Campinas
nutria uma rivalidade com São Paulo e aspirava a um estilo de vida
europeu, isso ocorreu antes da cidade ser devastada pela febre amarela.
Um escritor local, Eustáquio Gomes, explorou essa situação
em seu romance A Febre Amorosa. "A cidade posava de capital agrícola
da província e dizem que a febre veio por pura mandinga paulistana.
Nossos concidadãos eram tão altivos e orgulhosos que na
rua se comportavam como desconhecidos só para se darem a impressão
de habitar uma cidade grande. No estrangeiro, quando interrogados, respondiam
em primeiro lugar que eram campineiros, só depois condescendendo
em declarar que eram paulistas, e a muito custo admitindo que eram brasileiros."
Campinas é a terra natal do famoso compositor
de óperas da Itália do século XIX, Antônio
Carlos Gomes. Santos Dumont também morou um tempo em Campinas,
além de estudar no colégio Culto à Ciências.
O escritor Guilherme de Almeida e o quarto presidente da República
Campos Sales, também nasceram em Campinas.
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